O poder da ação

Atualizado: Jan 13


O prefácio da obra é escrito pelo médico, palestrante e escritor Roberto Shinyashiki, que defende que para atingir objetivos é preciso ter um método eficaz, confiar em seu próprio potencial e agir de forma consistente e generosa, seriam estes os três segredos do sucesso em qualquer área da vida.

A obra se propõe portanto, a conduzir o leitor pela compreensão de um método eficaz para alcance de objetivos, mas também a promover a auto confiança e disciplina necessária para seguir este método de forma consistente.

Em todos os momentos da vida, confie em Deus, confie nos outros e confie principalmente em você. _ Roberto Shinyashiki

O livro é dividido em 7 capítulos, sendo Acorde, Aja, Autorresponsabilize-se, Foque, Comunique-se, Questione e Creia. A seguir, veremos um breve resumo de cada um destes capítulos, acrescidos de vídeos explicativos do autor e no final compartilho com você uma resenha ilustrada.

Acorde


O primeiro capítulo do livro apresenta um convite para o despertar, para acordarmos para o fato de que fomos criados para viver uma vida abundante, e de que são nossas atitudes que determinam se isto acontecerá ou não. Ou seja, é possível mudarmos os resultados que temos tido, se mudarmos nossas atitudes. Este caminho de mudança de atitudes passa pelo auto perdão, pela capacidade de desvincular as possibilidades do presente dos resultados do passado, exige uma crença em nossa capacidade de recomeçar e fazer diferente. Paulo cita as palavras de Jesus que afirmou ... mas eu vim para que tenha vida e vida em abundância. _ Jo 10:10 A questão é que nos acostumamos com a vida mediana que nós e a maioria das pessoas que nos cercam tem levado, esta vida limitada se tornou nosso padrão e começamos a achar comum escassez financeira, doenças físicas, fragilidade emocional, famílias destruídas, relacionamentos frios, vícios e vidas a margem do que poderia ser. O autor aponta a mídia e seus estímulos como um dos grandes fatores de influência negativa sobre a visão que aprendemos a ter sobre a nós, sobre os demais e tudo que nos cerca. Além das memórias de experiências acumuladas ao longo da infância e adolescência. No entanto, o fato de toda esta lista de coisas negativas serem comuns a nossa realidade, não significa que são normais, porque de fato, temos potencial para muito mais, para uma vida abundante e cheia de significado. Despertar, portanto, é olhar com verdade para a realidade que temos vivido, entender as coisas negativas que temos aceitado como comum e escolher ter uma vida normal e não comum, adotando novos hábitos de excelência que nos levem para novos resultados.

O que falo aqui é sobre estilo de vida abundante, sobre felicidade perene, real e existencial. _ Paulo Vieira

Aja


O segundo capítulo é um dos mais chocantes, o autor usa uma RMI - Representação Metafórica Interna de um grande barril de madeira gigante, de três metros de altura por dois de largura, feito de madeira com amarrações de metal ao seu redor. Este barril transborda de uma substância muito fétida. Uma substância pastosa e pegajosa de cor marrom-escura. Muitas moscas e muitos insetos sobrevoam e pousam no barril. Dentro deste barril esta uma pessoa querida apoiada na beirada, ela esta suja, fétida e exposta a podridão deste local. Então gritamos: "Sai daí!". Porém, mesmo sendo uma situação horrorosa, esta pessoa não sai de lá, e apresenta diversas desculpas e justificativas para se manter naquele local. Paulo afirma que nós somos estas pessoas, vivendo realidades deprimentes, mas agarradas a esta realidade, pelo hábito, por nos sentirmos em nosso zona de conforto neste lugar onde aprendemos estar. O convite neste capítulo é para entrarmos em ação para sair do "barril de fezes", ainda que não tenhamos todas as respostas, ou ferramentas, o primeiro passo é entrar em ação, é sair da zona de conforto e começar a fazer algo de maneira diferente rumo a vida que realmente desejamos e podemos viver. Mas, para entrar em ação, para sairmos de nossa zona de conforto, precisamos abandonar as velhas histórias que temos contado as nós mesmos e aos demais, precisamos abandonar as mentiras nas quais aprendemos a acreditar acerca dos motivos que nos prendem a este "barril de fezes" em que estamos. Em outras palavras, precisamos despertar encarando a verdade sobre a nossa realidade, mas também sobre as atitudes que nos prendem a esta realidade. Precisamos dizer a verdade a nós mesmos sobre a forma como temos agido.

Zona de conforto é o lugar onde encontramos desculpas para não fazer o que sabemos que devemos fazer. A zona de conforto parece um lugar supostamente seguro, mas na prática ela nos acorrenta e nos mantêm presos, inertes, imóveis enquanto o mundo está acontecendo lá fora e nós envelhecendo aqui em cima. _ Paulo Vieira

O autor apresenta um passo a passo para sair da zona de conforto e entrar em ação conforme relacionado abaixo, que de forma resumida consiste em aceitar a verdade sobre os fatos:

  • 1º Passo: Identificar em quais áreas da vida está obtendo resultados ruins;

  • 2º Passo: Identificar quais resultados indesejados são esses; 3º Passo: Identificar, para cada resultado indesejado quais histórias tem contado a si mesmo;

  • 4º Passo: Para cada história identificar em qual categoria ela se enquadra: mentira, brincadeira, explicação real, justificativa, eximir-se da responsabilidade, fechar os olhos para os problemas, tirar o foco do assunto indesejado e outros;

  • 5º Passo: Contar uma nova história, uma profecia autorrealizável sobre aquilo que você realmente deseja fazer em relação a esta área de sua vida.

Neste tópico Paulo faz uma pergunta fundamental: Como será a minha vida, se eu continuar , por ação ou por omissão, na zona de conforto? A zona de conforto é um local onde nossos dons e talentos não são aproveitados, em que pagamos o preço por não agir.


Autorresponsabilize-se


O terceiro capítulo, apresenta o conceito de autorresponsabilidade bastante abordado em um livreto de bolso do autor chamado O Poder da Autorresponsabilidade. O conceito da autorresponsabilidade, confronta muitas crenças que temos sobre as origens de nossos problemas e a forma como reagimos a isso. Aprendemos a culpar Deus pelas coisas que ele poderia ter feito em nosso favor, a culpar nossos país, nossos chefes ou mesmo a nossa história de vida, no entanto, embora não sejamos os culpados, seja qual for a situação em que estamos, somos responsáveis por elas, uma vez que temos poder de escolha sobre a maneira como iremos reagir diante de qualquer circunstância a qual a vida possa ter nos exposto. Neste capítulo o autor nos convida a deixar de buscar explicações externas para nossos desventuras e a assumir a responsabilidade pelo que desejamos alcançar e viver. Isto porque, considerando que tudo que pensamentos e sentimos gera resultados objetivos em nossa vida, se mudarmos nossos pensamentos, adotarmos uma nova postura diante da vida, seremos capazes de mudar a nossa realidade.

Autorresponsabilidade é a crença de que você é o único responsável pela vida que tem levado; sendo assim, é o único que pode mudá-la. _ Paulo Vieira

É preciso parar de acreditar em sorte ou azar, parar de atribuir culpa ao destino e assumir o controle, nos colocarmos no comando de nossas vidas. Paulo cita uma pesquisa de Daniel Goleman em seu livro O poder da inteligência emocional: Primal Leadership, que aponta que 85% da massa mundial não percebem o que está acontecendo e simplesmente vão seguindo o grande rebanho na direção que lhes é impingida. Pessoas que não se reconhecem, que não sabem sobre o valor da essência divina que carregam em si. Assumir a responsabilidade por mudar a própria história é romper com o passado, manter a mesma visão e comportamento de vitória independente das circunstâncias externas. Neste capítulo, Paulo cita o grande líder Nelson Mandela, que passou 27 anos em uma solitária, mas que na cadeia se preparou para tornar-se presidente e afirmou que seu corpo poderia ser preso, mas não sua mente e que apenas ele era responsável pelos sentimentos que decidia abrigar. Uma pessoa autorresponsável, segundo o autor, é aquela que não se queixa de suas circunstâncias, mas as interpreta e entra em ação de forma consistente para transformá-la e para isto, focam em suas forças e potenciais e não em suas fraquezas e limitações. Para nos tornarmos pessoas autorresponsáveis existe um hábito que precisamos abandonar - o hábito de julgar, sempre que julgamos buscamos o que é certo ou errado, buscamos culpados para condenar e isto não é produtivo, tendemos a agredir e afastar as pessoas com isto. Mas, o mais grave do julgamento, é que nos mantém focados nos outros e não em nós e sem olharmos para nós, não seremos capazes de agir sobre a nossa realidade. Paulo apresenta, 6 leis da autorresponsabilidade. São elas:

  1. Não criticar as pessoas;

  2. Não reclamar das circunstâncias;

  3. Não buscar culpados;

  4. Não se fazer de vítima;

  5. Não justificar seus erros;

  6. Não julgar as pessoas.

Cada uma destas leis, são uma escolha de comportamento, que podemos passar a adotar para construirmos uma nova forma de viver mais positiva e realizada. Por fim, a autorresponsabilidade consiste na compreensão de que quando eu mudo, tudo ao meu redor muda e não o contrário!


Foque


O quarto capítulo fala sobre foco, e começa conceituando foco com a capacidade de dizer não as distrações, as coisas menos relevante, em favor daquilo que realmente importa em nossa vida. Paulo usa o metáfora de uma lupa, que quando colocada sob o sol, faz convergir para um único ponto todos os raios de luz do sol produzindo muito calor e até mesmo fogo. Este é o poder do foco, ele é capaz de potencializar a energia e os recursos disponíveis, nos levando assim a produzir resultados incríveis.

Foco é, portanto, a capacidade humana de concentrar suas energias em um único ponto com força suficiente para produzir mudanças e realizações rápidas. _ Paulo Vieira

No entanto, focar, não significa priorizar uma área da vida, enquanto se negligencia outra, ao contrário, uma pessoa focada consegue ter em mente quais são suas prioridades e isto certamente incluirá uma vida equilibrada, ao que o autor nomeia de Foco Múltiplo. Paulo cita novamente os estudos de Daniel Goleman, que indicam que a capacidade de focar e de manter-se no foco esta diretamente relacionada a inteligência emocional, e acima de tudo, a maturidade emocional para manter-se consistente e constante. Entre os principais fatores que nos distraem e nos afastam de nossas metas, Paulo cita os excessos que nos distraem como: Festas e baladas, Telejornais, Bebidas, WhatsApp e Redes Sociais, Drogas; Pornografia, Telefone, Vitimização, Ressentimentos, Amizades que não agregam, Jogos na internet, Relacionamentos amorosos improdutivos, Filmes, vídeos e telenovelas, Só fazer o que dá prazer, Esportes e hobbies, Superproteção aos filhos, Preguiça, Insegurança, Jogos de azar, Caso extraconjugal, Falar da vida de outras pessoas, Dedicação à igreja, Tentativa de controlar as circunstâncias e Depressão. O caminho apresentado para combater estas distrações seria definir quais são as prioridades para cada área da vida e então empenhar-se em criar uma rotina de excelência que nos conduza a construir o que desejamos. Para isto, Paulo apresenta a ferramenta Agenda da Vida Extraordinária. Paulo sugere, que a agenda de segunda a sexta-feira contemple todas as áreas da vida (espiritual, familiar, conjugal, social, saúde, serviço social, desenvolvimento intelectual, finanças, profissão e carreira e saúde emocional), de modo que, o que acontece nos finais de semana será um plus, um dia sem nada agendado que poderá ser utilizado para descanso, lazer, momentos significativos com familiares e amigos. Segundo ele, ter uma agenda de excelência é o que nos leva a entender a diferença entre uma vida alegre e uma vida feliz.

Devemos ter em mente que uma vida abundante é aquela que contempla ações e comportamentos produtivos em todos os pilares da vida humana. _ Paulo Vieira

É necessário portanto, dedicar tempo para compor uma rotina de segunda a sexta-feira que comtemple todas estas áreas da vida e que adotá-la de forma disciplinada como um estilo de vida. Sem um plano de rotina, seremos roubados pelas distrações e certamente iremos nos afastar das coisas e das pessoas que realmente importam para nós e a agenda se torna um ponto de encontro com o destino. Ao conceituar foco, o autor apresenta 4 tipos de focos, são eles:

  • Foco Múltiplo: Capacidade de focar de forma equilibrada nas diferentes áreas da vida humana, ao invés de hiper focar em uma única área gerando instabilidade e sobrecarga;

  • Foco Visionário: Ter clareza sobre a visão de futuro, de forma visual, tornando-se capaz de fechar os olhos e visualizar suas metas;

  • Foco Comportamental: Capacidade de colocar atenção racional e concentrada, forte energia em seu objetivo e meta. A comunicação é a principal ferramenta do comportamento e contempla as coisas que pensamos, falamos, escrevemos, mas também as ações que adotamos e a forma como nos relacionamentos. Comunicação é comportamento, é uma escolha de ação;

  • Foco Consistente: Capacidade de manter-se focado no Foco Visionário.

Paulo relaciona a mudança de foco, ou a inconstância frente aos objetivos a imaturidade, de modo que, torna-se claro, que é necessário um desenvolvimento pessoal rumo a maturidade para traçar e conquistar objetivos. Ou seja, precisamos aprender com nossas experiências de vida, compreender nossa necessidade de mudança e atuar de forma consistente em favor desta mudança, pois, apenas a nossa mudança poderá nos conduzir aos resultados que desejamos!


Inteligência Foco-Temporal

Paulo explica, que a forma como nos relacionamos com nosso passado, presente e futuro, determina nosso sucesso ou insucesso, nossa mentalidade positiva ou depressiva.

  • Passado (Memória): O passado é composto por um conjunto de memórias e lembranças que podem ser positivas ou negativas. A questão em relação ao passado é como usaremos estas lembranças em prol de nossos objetivos. É possível acessar estas memórias e ressignificá-las, transformando a nossa relação com o passado;

  • Presente (Comportamento/Ação): O presente é efêmero, um microssegundo que a todo instante se torna passado. Nossos comportamentos e nossas ações são a conexão com o presente. No entanto, para vivermos de forma adequado o presente, é fundamental, termos a correta compreensão e uso do nosso passado e do nosso futuro;

  • Futuro (Visão): É uma projeção da imaginação, uma visão, uma projeção nítida ou não, consciente ou não, que tem potencial de afetar o presente. Uma visão positiva do futuro produz fé e esperança.

Modelo de Depressão


Dentro deste conceito Foco-Temporal, a mente depressiva, é aquela que mantém um foco negativo excessivo no passado. Pessoas com mentalidade depressiva, tendem a buscar pessoas e situações que as prendem as ocorrências do passado, deste modo, desperdiçando sua energia que poderia ser aproveitada para ações focadas no presente e para construção de um futuro positivo. Pessoas excessivamente presas as memórias negativas do passado experimentam um sentimento de desamor e tendem a perder a esperança do futuro, tende a construir uma vida vegetativa pois seu foco mal direcionado a conduz a comportamentos, ações e falas improdutivas. Presas neste ciclo derrotista, tendem a ter dificuldade de projetar um futuro positivo, tendendo a olhar sempre para o que pode dar errado e raramente para as coisas positivas, o que consolida os processos de derrota em sua vida.


Modelo de Ansiedade


Tão negativo quanto o excesso de passado, é o excesso de futuro. No modelo de ansiedade, existe uma dedicação excessiva de esforços e preocupação com o futuro, o que não apenas promove um desperdício de energia que poderia ser aplicada em comportamentos e ações consistentes no presente, como também gera insegurança, uma vez que o modelo mental ansioso tende a conduzir a uma antecipação de acontecimentos negativos e expectativas de insucesso.


Modelo de Sucesso


Este é o modelo mental saudável, onde as pessoas de sucesso se enquadram. Pessoas com um modelo mental de sucesso não usam as lembranças ruins do seu passado para se vitimizar, nem se assustam demasiadamente com o futuro. Ao contrário, aprendem com as experiências do passado e assim evoluem no presente e criam imagens positivas em relação ao seu futuro e em menor quantidade imagens negativas criando apenas uma certa previsibilidade que as permite planejar suas ações. Se compreendemos que o presente representa nossos comportamentos e nossas ações, ficará claro que, pessoas de sucesso, são aquelas que tem um foco superior em seus comportamentos e ações.


Embora não esteja presente de forma tão explicita no livro, no método CIS que é uma extensão desta obra, o autor apresentar uma tabela com seu estudo sobre os percentuais de presente, passado e futuro em cada um destes modelos mentais conforme abaixo. Neste modelo, o autor acrescenta também, o Modelo de Estresse, que consiste de excesso de foco no presente, sem aprendizados em relação ao passado, raízes e sem uma visão clara e planejada do futuro que nos conduz a ações desordenadas e pouco assertivas que culminam em estresse.

Regra 10/90


O autor encerra o capítulo apresentando o conceito da regra 10/90 que defende que, 10% dos nossos resultados estão relacionados as circunstâncias e acontecimentos, no entanto, 90% esta relacionado a forma como reagimos as circunstâncias e aos acontecimentos. Pessoas de sucesso portanto, não são aquelas que tem exatamente as condições mais favoráveis, mas sim as de maior inteligência emocional e resiliência que reagem positivamente nas situações favoráveis mais também nas situações adversas. Ou seja, aquelas que conseguem focar na solução e não no problema.


Comunique-se


O quinto capítulo, apresenta a palavra não apenas como um meio de expressão de ideias, sentimentos e vontades, mas como ferramenta estruturada cientificamente comprovada. isto porque, existem evidências cientificas de que podemos reprogramar nossa mente e mudar de forma rápida e drástica nossa vida por meio da linguagem seja ela verbal ou não-verbal.


Comunicação Verbal


Na década de 1970, o conhecimento da Programação Neolinguística apresentado por John Grinler e Richard Blander, nos revelou que é a palavra que estrutura a realidade. Na década de 2000, inúmeros cientistas buscaram comprovar o poder das palavras por meio de experimentos, entre eles, temos o doutor Masuro Emoto, da Universidade de Yokahama, que comprovou que as emoções produzidas pelas palavras pensadas e principalmente faladas, podem afetar a estrutura molecular da água. Ou seja, toda palavra pensada e falada afeta a matéria e a realidade. Também temos, nas diferentes religiões como o hinduísmo, budismo, judaísmo e outras a defesa do poder transcendente das palavras. A narrativa bíblica da criação do Universo é um excelente exemplo disto, Deus criou todo o Universo por meio de comandos verbais que traziam a existência aquilo que não existia.

Autores da Física Quântica como Fritjof Capra, apontam que tudo é sistêmico, tudo esta conectado; de modo que, o que pensamos, falamos e sentimos criar a realidade ao nosso redor.

Cada palavra que pensamos ou pronunciamos, é portanto, uma profecia autorrealizável. Portanto, torna-se fácil entender, que, a nossa vida é a média das palavras que pensamos e falamos.

Nós criamos a nossa realidade de acordo com aquilo que comunicamos para nós mesmos e para os outros. _ Paulo Vieira

Padrão Linguístico


A repetição sistemática do mesmo conjunto de palavras, frases pensadas ou faladas, formam um padrão linguístico que determina os nossos resultados. Isto porque, nossos pensamentos e a nossa fala, refletem as nossas crenças. Paulo apresenta uma relação de exemplos de padrões linguísticos negativos. São eles: Nada dá certo pra mim!, Tudo para mim é mais difícil!, Nunca acabo o que começo!, A vida não é fácil pra mim!, Não aguento mais essa vida!, Quero sumir, desaparecer!, Homens não prestam, são todos farinha do mesmo saco!, Mulheres são complicadas e difíceis de conviver!, Dinheiro não dá em árvore!, Vou enlouquecer!, De que adianta viver?, Não sou bom o suficiente!, Não vou conseguir!, Não vai dar certo!, Ninguém me quer nem se importa comigo!, Ninguém me respeita!, Não adianta tentar, no final eu sempre perco!, Ninguém me ama, só estão comigo por interesse!, Nunca vou ter sucesso!, Não sou capaz de sustentar um lar e minha família!, Sou doente e frágil!, Sou depressivo!, Sou pobre e limitado!, Nunca vou realizar meus sonhos!, Não vou conseguir pagar as contas!, Essa crise vai quebrar minha empresa!, Mulheres são infiéis!; Nunca terei o meu negócio próprio! e Minha família só me dá dor de cabeça.


Diante deste conhecimento, nossos desafios são:

  • Cessar a torrente de falas negativas que impomos a nós mesmos;

  • Impedir que essas palavras negativas que já foram ditas e lançadas venham a aterrissar e acontecer em nossa vida;

  • Substituir o padrão linguístico antigo por um novo padrão corrigido, aperfeiçoado e ultra positivo.

Segundo o autor, o passo a passo para substituir estes padrões negativos é:

  1. Identificá-los e listá-los;

  2. Criar uma neuroassociação negativa com as palavras negativas que haviam sido pensadas e proferidas;

  3. Anular as palavras negativas que haviam sido pensadas e proferidas, pensando, escrevendo e proferindo novos padrões positivos. Os novos padrões positivos devem ser pronunciados pelo menos 4 vezes e escrito pelo menos 50 vezes, até que o cérebro, pela repetição, registre estes novos padrões. Este é um processo simples e funcional de reprogramação de crenças.

Neuroassociação


A neuroassociação, consiste em uma técnica que promove uma associação cerebral de palavras negativas ao desprazer. É um reforço negativo ao comportamento linguístico negativo, afim de que, o cérebro o impeça de ser reproduzido para evitar o desconforto que o procede. Neste método, utilizamos um elástico no pulso, pronunciamos os padrões negativos e então puxamos o elástico, promovendo uma dor fina e intensa, porém, inofensiva. É importante, que o elástico seja puxado, sempre na parte superior do braço para evitar danos a veias e vasos sanguíneos. Conforme ilustração abaixo:

Gratidão como estilo de comunicação


Robert A. Emmons, psicólogo social e pesquisador da Universidade da Califórnia, é um estudioso do efeito da gratidão na vida humana. Ele identificou que pessoas gratas possuem emoções positivas como alegria, entusiasmo, amor, felicidade e otimismo que as protegem de outros sentimentos negativos como inveja, ressentimentos, ganância e depressão. Suas pesquisas também apontam que pessoas gratas, são mais eficazes ao lidar com o estresse, mais resilientes aos traumas e se recuperam mais rapidamente de doenças físicas.

Outros pesquisadores como Emmons e Michael E. McCullough, defendem em sua obra The psychology of gratitude, que sem gratidão é impossível alcançar um alto nível de felicidade. A obra Agradeça e seja feliz! de Robert A. Emmons apresenta evidências do impacto da gratidão no bem-estar físico e psicológico. A pesquisa apontada na obra revela que pessoas gratas tem um nível de felicidade 25% superior que as demais pessoas. Além de apresentarem menos sintomas de doenças físicas e maior disposição para práticas de exercícios físicos. Paulo apresenta uma tabela com as diferenças comportamentais do estilo de gratidão e do estilo de não gratidão:

Segundo ele, existem 5 fatores que nos impedem de sermos totalmente gratos. São eles:

  • Sentimento de inferioridade extrema: pessoas com este sentimento acreditam que o mundo e todas as pessoas são tão superiores a elas, que de algum modo lhe devem algo. "Deu pouco, tinha de dar mais e não dá porque é miserável!"

  • Autossuficiência e arrogância: pessoas com este sentimento não se sentem confortáveis demonstrando gratidão pois isto as coloca em uma posição de fragilidade. "Fez por que quis, eu não pedi nem precisava!"

  • Narcisismo e autoimagem distorcida: pessoas com este sentimento, acreditam não precisar de ajuda, e temem que ao aceitar ajuda de algum modo, abalem sua imagem de capacidade que fora projetada. "Eu não precisava de ajuda, ele fez isso para estar perto de mim!"

  • Mágoas e ressentimentos intensos: pessoas com estes sentimento, tendem a se colocar na posição de vítimas, culpando seus supostos agressores por seu insucesso. "Isto que você está me dando não cobre o mal que você me fez!"

  • Inveja e comparação: pessoas com estes sentimentos, não conseguem celebrar por aquilo que tem ou por suas conquistas, pois estão sempre se comparando com os demais e se sentem inferiores. "O que o outro tem é melhor do que o meu, então porque agradecer?"

  • Dificuldade de mostrar os sentimentos: Demonstrar gratidão, é uma forma de manifestar amor, por este motivo, é comum, que pessoas com dificuldade em demonstrar afeto, tenham dificuldade em agradecer. "Besteira ficar agradecendo... para que tudo isso? Ele sabe que sou grato!"

Não posso lhe dizer, em alguns minutos, como ser rico. Mas posso lhe dizer como se sentir rico, o que sei por experiência própria que é muito melhor. Seja grato... esse é o único esquema totalmente confiável de enriquecimento rápido. _ Bem Stein

A perfeita linguagem


Precisamos ter consciência de que tudo comunica, a voz, o olhar, o corte de cabelo, os gestos, a a postura e até mesmo a ausência de comunicação. Outro entendimento importante, é de que ao comunicar, estamos emitindo um comando interno, que reforça nossas crenças ou as modifica e um comando externo que vai ao mundo e às pessoas. Logo, se desejamos experimentar mudanças em nossas vidas, é importante mudarmos a maneira como nos comunicamos com os demais e conosco, utilizando uma linguagem positiva e fortalecedora. Paulo aponta, que o amor é a perfeita linguagem, que se o amor estiver presente em nossa comunicação a nossa vida será transformada. Alias, este é o tema da canção A Perfeita Linguagem composta por ele e faixa do cd "Isso dá uma sorte!" comercializado pela Febracis.

... a perfeita linguagem é o amor. Não o amor sentido ou pensado, mas o amor comunicado em atos e palavras. Amor comunicado verbal e não verbalmente. O amor comunicado que altera a psique, a matéria e a própria realidade ao redor de quem comunica. _ Paulo Vieira

A perfeita linguagem - a linguagem do amor, produz um efeito positivo na pessoa que o recebe a comunicação e tem poder de construir, de curar e salvar. Segundo o autor, esta linguagem, tem quatro fundamentos em seu foco de atuação. São eles: Pertencimento, Importância, Significado e Distinção. Paulo comenta, que esta é a linguagem dos grandes mestres, daqueles que fazem as pessoas ao seu redor perceberem o real significado do que elas fazem e o significado da vida. A perfeita linguagem é uma linguagem de luz, que comunica paz, alegria, aceitação, amor, carinho, afeto, amor-próprio.

O contrário da perfeita linguagem também existe, é uma linguagem de trevas, que destrói, que enfraquece, que fere, comunicando indiferença, falta de tempo, raiva, impaciência, mau humor, medo, insegurança e desunião.

Uma importante ressalva que o autor faz neste sentido, é que também faz parte da comunicação de luz, a advertência, a correção e o pontuar de pontos de melhoria. Logo, a linguagem do amor não consiste em apenas elogios e afirmações, mas sempre de palavras construtivas. Para explicar isto, cita o trabalho cientifico de Marcial Losada, que leva seu novem, a Linha de Losada, que aponta a métrica de 3 para 1, em que temos três comunicações positivas para cada comunicação negativa. Se nos mantermos nestas proporções, teremos uma linguagem saudável. A comunicação positiva inclui elogio formal, um tapinha nas costas, um sorriso, gestos positivos ou cartas. A interação negativa por sua vez pode ser uma reprimida verbal, um feedback mais duro, um gesto crítico, um olhar decepcionado ou até a indiferença. Ou seja, ambos os estilos podem ser manifestas por linguagem verbal ou não-verbal.


Comunicação não-verbal

Toda comunicação envolve a comunicação verbal e a não-verbal, sendo quase impossível separar uma da outra. A comunicação não-verbal inclui gestos, posturas, entonação de vocal, expressão facial e etc.

Assim como existe uma perfeita linguagem verbal, um padrão de comunicação de luz. Existem também padrões linguísticos não verbais que promovem resultados positivos. Um experimento científico de Robert A. Emmons, revelou que a simples de expressão facial, é capaz de afetar a interpretação de um texto lido como positivo ou negativo. Este mesmo experimento revelou também que mudanças sutis na comunicação não verbal altera a forma como o indivíduo vê e percebe o mundo ao seu redor.


Sabemos que nossa mente muda nosso corpo, o que não sabíamos é que nosso corpo muda nossa mente ainda mais rápido. Como também fazer poses e posturas de poder por alguns minutos pode realmente mudar sua vida de maneira significativa, aumentando o nível de testosterona e diminuindo o cortisol. _ Amu Cuddy

Vícios emocionais


Para cada postura que adotamos, produzimos moléculas de emoção (MDEs), que são uma combinação de compostos químicos específicos - neuropeptídios, são cadeias de aminoácidos proteicos fabricados pelo hipotálamo. De modo que, para cada comunicação não verbal é produzido um composto químico.

Quanto maior e mais intensa a comunicação, maior a quantidade de MDEs que irão circular pelo corpo. Quando estes MDEs são emitidos de forma repetida e intensa, os receptores do corpo começam a esperar ou ansiar por esta química específica, gerando uma dependência que nos conduzirá a sempre produzir mais da química que o nosso organismo esta habituado.

Em outras palavras, o que aprendemos aqui, é que existe um padrão linguístico ao qual você esta viciado, portanto, se deseja alterar os seus resultados negativos, precisa quebrar este vício emocional para gerar novos padrões que sejam positivos.

Entre os principais vícios emocionais listados pelo autor estão: Vitimização, Raiva, Problemas, Estresse, Controle, Ajudar os outros, Atividade constante/não se permitir parar, Tristeza, Doença, Abandono, Ser traído ou trair, Ser pobre ou ter dificuldade financeira, Eternos recomeços, Ser maltratado, Ser lesado ou passado para trás, Medo, Agradar aos outros, Trabalhar e produzir compulsivamente, Gastar dinheiro, Sexo e Mentiras. Cabe aqui uma reflexão: Qual o padrão negativo que tem se repetido em sua vida? Qual ciclo de fracasso você esta sempre revivendo? Este certamente é o seu vício emocional e enquanto não quebrá-lo, estará condenado a manter-se neste lugar de frustração.

O caminho de cura para estes vícios emocionais, consiste em adotar padrões linguísticos não verbais positivos repetidamente pelo período necessário, produzindo ECP - Emoções Curativas Primárias: poder, vitória, paz, alegria/entusiasmo e amor, que por sua vez fornecerão novas químicas que substituem as anteriores, para que assim o cérebro se cure. É importante, portanto, criar uma agenda diária e repetir sistematicamente o exercício durante semanas, usando todo o corpo de forma exagerada para produzir forte impacto emocional. Amy Cuddy, psicóloga e pesquisadora da Universidade de Harvar, a linguagem não verbal molda e reforça que nós somos. Isto porque, ao adotar uma nova postura física, nosso corpo, que busca por congruência moldará todo o ser regulando uma nova identidade e forma de agir.

A seguir, veremos quais são os seis padrões de comunicação não verbal que produzem o ECP:

  • Poder: Ombros abertos, cabeça apontando para o horizonte, mãos fechadas na cintura e pernas entre abertas por 2 minutos. Eleva o nível de testosterona em 20% e o nível de cortisol em 15%;

  • Vitória: Braços levantados para o céu em V, peito aberto e queixo apontado para cima;

  • Felicidade: Dar brados de alegria em forma de YES 30 vezes seguidas. Além disto, ações como, dar abraços diários de 40 segundos em pessoas com as quais tenhamos laços, elogiar diariamente pelo menos 10 pessoas com semblante de aceitação e amor com elogio verbal e sorriso no rosto. Ou manifestar gratidão. (Felicidade é uma combinação dos sentimentos de paz, fé e amor).

  • Alegria e Entusiasmo: Por trinta segundos comunicar uma celebração intensa. A emoção de alegria intensa, estimula o nosso cérebro a produzir e equilibrar neurormônios chamado endorfina, que estimula a memória de curto prazo, alivia dores físicas e emocionais e produz bem-estar.

  • Paz: Braços estendidos ao lado do corpo e um pouco afastado dele, pernas entre abertas e cabeça ereta;

  • Amor: Abraços de 40 segundos em pessoas com as quais temos laços afetivos, validações positivas, afeto físico e verbal em estado de paz. Este movimento produz ocitocina, hormônio do amor e da conexão social, que inibe impulsos compulsivos e vícios seja por compras, drogas ou comida.

Em um processo de desenvolvimento pessoal, em que buscamos combater vícios emocionais, o ideal é que todos estes padrões sejam praticados diariamente. No entanto, não sendo possível, também é recomendável dar ênfase no mais necessário. Cada exercício deve ser repetido pelo menos 5 vezes ao longo do dia com 20 a 30 repetições. Nesta prática é importante compreendermos a importância da intensidade dos movimentos com gestos grandes e marcados. Isto porque, a mente cognitiva e intelectual é responsável por apenas 15% da força sobre as nossas mudanças emocionais, então, precisamos empregar emoção e movimento (linguagem não verbal) para produzirmos mudanças significativas em nossos registros emocionais.

O movimento do corpo produz emoção. Assim, quanto mais intensa for a comunicação não verbal, mais emoções serão produzidas. _ Paulo Vieira

Questione


O sexto capítulo, apresenta a importância de avaliarmos o que realmente desejamos e porque desejamos isto. É um convite na verdade, a sair do piloto automático para acessarmos nosso senso crítico, para questionarmos os acontecimentos de nossa vida buscando uma real compreensão sobre eles.

Segundo o autor, que existem três maneiras de questionar e que as pessoas bem-sucedidas saber fazer isto da melhor maneira.

  • Pessoas que não questionam: Pessoas que não questionam, que seguem o fluxo;

  • Pessoas que fazem as perguntas erradas: Pessoas que questionam, mas questionam da maneira errada, se vitimizando, perguntando coisas como "Porque isso aconteceu comigo?";

  • Pessoas que fazem perguntas boas: Aquelas que perguntam o que querem, o que devem fazer e como devem fazer;

  • Pessoas que fazem perguntas poderosas de sabedoria: Pessoas que mais do que questionar, buscam respostas para seus questionamentos. São aquelas que questionam seus limites, suas origens, seus medos e tudo que pode ser alguma maneira melhor. Estas pessoas vão a fundo na busca pelo propósito e pelo sentido.

Paulo cita Martin Luther King como um questionador sábio, um homem que questionava as verdades estabelecidas sobre a situação racial do país e seus questionamentos se tornaram palavras e ações que impactaram os Estados Unidos, mudaram a lei, sua forma de ser e de agir. Ele cita também Nick Vujicic, que nasceu com deficiência física, sem braços ou pernas por conta da Tetra-amelia, mas que questionou suas limitações e fundou uma ONG - LIfe Without Limbs. Por fim, a mensagem é que com os questionamentos certos, criamos um mundo de possibilidades, uma vez que nos levam a pensar e repensar, a produzir boas respostas, a produzir ação real, a gerar novas possibilidades, a criar espaço para a flexibilidade e encontrar soluções poderosas. As PPSs - Perguntas Poderosas de Sabedoria, fazem parte do processo de autocoaching , que o autor que deve ser realizado em três passos:

  • 1º passo: Definir o objetivo (qual a resposta que esta buscando);

  • 2º passo: Ter certeza de que o objetivo estabelecido é visualizável;

  • 3º passo: Elaborar 35 perguntas que busquem como, qual, quando, o que, onde, quem, porque, de que maneira e etc.;

  • 4º passo: Passe de dois a três dias pensando nas perguntas;

  • 5º passo: Terminada a pausa, responda as perguntas com riqueza de detalhes;

  • 6º passo: Coloque as respostas em ordem de execução;

  • 7º passo: Organize e elimine o que for irrelevante, e então imprima as respostas relevantes transformando em um plano formal;

  • 8º passo: Leia diariamente seu plano formal e vá cumprindo imediatamente ou agendando cada uma das tarefas para executá-las;

  • 9º passo: Mesmo que não faça sentido, leia, se possível em voz alta, todo o seu autocoaching.

Os verdadeiros super-humanos sabem questionar a si mesmos a ponto de descobrir seus propósitos e seus porquês. (...) Essas pessoas deixam um legado na Terra. _ Paulo Vieira

Além disto, o autor pontua a importância de ouvir bons conselhos, de ouvir pessoas mais experientes e com resultados de sucesso.


Creia


O sétimo e último capítulo do livro, apresenta a importância das nossas crenças em nossos resultados e em nosso estilo de vida. Porém, não crenças religiosas ou coisas do tipo, mais sim, programações mentais em forma de circuitos neurais (rede de circuitos neurais), formadas desde a gestação até o final da puberdade, e responsáveis por comandar todos os comportamentos e respostas humanas aos estímulos recebidos. As crenças que temos em relação as diferentes áreas de nossas vidas, mantém nossos resultados estáveis ou muito parecidos. Sendo a crença uma programação mental, nos conduz a manter um determinado modelo de pensamento e comportamento, desta forma define os nossos resultados. Para mudarmos nossos resultados, portanto, é necessário realizar uma reprogramação, ou seja, substituir nossas crenças limitantes, por crenças fortalecedoras. O convite é para reformularmos nossas crenças fortalecendo aquelas que nos impulsionam a resultados positivos e substituindo aquelas que não nos são favoráveis. O que é perfeitamente possível graças a Plasticidade Neural, ou seja, a capacidade dos circuitos neurais de aprendizado, sempre que aprendemos algo novo, estamos promovendo novas sinapses neurais que por sua vez afetam nossas crenças e nossos resultados.

Segundo a pesquisadora da Unicamp Elenice Ferrari, o cérebro não é imutável, ele tem capacidade de realizar novas conexões sinápticas entre os neurônios a partir de novas experiências e do comportamento do indivíduo.

Paulo cita este conhecimento sobre a plasticidade neural como um sinônimo de esperança e liberdade uma vez que nos revela que podemos mudar nossas crenças e portanto, nossos comportamentos e resultados.

Para fazermos uso deste conhecimento afim de promovermos as mudanças que desejamos, é importante entendermos que para que uma nova sinapse neural ocorra, é preciso que existam estímulos recebidos repetidamente ou sob forte impacto emocional até que formem novas redes neurais que contenham novas crenças (programações mentais). Temos portanto a seguinte fórmula da mudança de crença:


ESTÍMULO + IMPACTO EMOCIONAL + REPETIÇÃO = NOVAS REDES NEURAIS


É importante que hajam estímulos sensoriais (auditivo, visual e sinestésico) fortes e repetidos o suficiente para produzir novas crenças. Outra informação relevante, é que a mente humana, não distingue o que é real do que é imaginário. Experimentos feitos com ressonância magnética por meio de mapeamento com o equipamento RMF, comprovam que as mesma áreas do cérebro são ativadas quando estamos vivendo uma situação ou apenas imaginando ela.

Conforme a tabela acima, Paulo apresenta três crenças centrais que devem ser reestruturas, se quisermos obter resultados positivos. São elas:

  • Crença de Identidade - Ser: Esta é a crença base do indivíduo, define quem somos e os nossos resultados. A crença de identidade, determina a relação que temos conosco, a forma como nos vemos e portanto, definem, o quanto você gosta de você ou não, seu valor próprio e todos os seus resultados e comportamentos. Nosso "eu", ou seja, nosso senso de identidade, é uma combinação das diferentes crenças que adotamos acerca de quem somos.

  • Crença de Capacidade - Fazer: Esta é a crença que determina o nosso potencial de realização, o quanto acreditamos conseguir realizar determinadas tarefas, enfrentar determinadas situações ou conquistar algo;

  • Crença de Merecimento - Ter: Esta crença determina o quanto nos sentimos dignos de obter algo, pessoas com baixo nível de merecimento possuem o terrível vício de autossabotagem e tendem, portanto, a perder tudo o que conquistam, interromper fluxos positivos em sua vida. São pessoas que tem dificuldade em receber elogios, ou de receber presentes por exemplo e que acabam sempre limitando seus ganhos, resultados e seu próprio crescimento.

É importante compreendermos que podemos ter estas três crenças positivas em algumas áreas da vida e negativas em outras, podemos por exemplo, nos julgarmos merecedoras de um bom emprego e bons salários, mas nos julgarmos não merecedores de um relacionamento saudável e assim por diante. Nosso objetivo portanto, deve ser conseguir crenças positivas nestes três pilares em todas as áreas da vida. A boa notícia, é que, as crenças do ser, do fazer e do ter são interdependentes e interconectadas, ao potencializarmos uma, as outras também melhoram.

Neste processo de desenvolvimento pessoal, a conexão com a nossa missão de vida, é fundamental para fortalecer a nossa crença de identidade e favorecer a conquista de resultados positivos.

Aprender é igual a mudar, e entender é apenas conhecer. A diferença entre os dois é o que diferencia os que fazem dos que apenas pensam em fazer. _ Paulo Vieira

Nosso desafio, portanto, nesta estrada da vida, é posicionar o foco no futuro, agindo no presente. Comunicar a perfeita linguagem do amor de Deus através do nosso olhar, semblante e postura e nos lembrarmos de que tudo que acontece conosco é mérito nosso, seja por nossas ações, conscientes ou inconscientes.

É fundamental que queiramos entender que os resultados que temos colhido ao longo da vida não são coincidência ou o acaso cósmico. Existem combinações de padrões físicos, emocionais e espirituais e certamente existe um resultado pertinente a cada uma dessas combinações de padrões. _ Paulo Vieira

Por fim, quero te convidar a conferir a resenha animada desta obra desenvolvida pelo canal Seja uma Pessoa Melhor:

Mesmo tendo tido acesso a todo este conteúdo, preciso te dizer, que esta é sem dúvida uma obra que vale a pena ser lida, para entender de forma mais profunda cada um destes tópicos, e especialmente para fazer os exercícios práticos propostos pelo autor em cada etapa!


Em amor,

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